A cantora, ícone da luta anti-apartheid, viveu na Guiné nos anos 70, convidada por Sekou Touré na sequência dos seus problemas com as autoridades norte americanas provocadas pelo seu casamento com Stokely Carmichael, um activista negro do movimento "Black Panther Party ".
"Estamos profundamente tristes com esta perda súbita, em particular ao nível da orquestra que esperava receber Myriam Makeba, no dia 15 de Abril de 2009, no quadro das celebrações do 48º aniversário do grupo Bembeya Jazz", afirmou Sekou "o grosso".
Ele também prestou homenagem à Miriam Makeba, que segundo ele fez de tudo para "defender a Guiné de Sekou Touré, durante os anos da guerra fria" através dos concertos que ela deu nos quatros cantos do mundo acompanhada pelo grupo Bembeya Jazz Nacional.
Myriam Makeba, que viveu vários anos na Guiné, tinha-se instalada em Dalaba, uma localidade famosa pelo seu clima ameno, na região da Média Guiné. A sua casa daquela época está agora quase em ruínas, falta de manutenção, apesar dos esforços desenvolvidos pelo zelador do edifício que poderá tornar-se um dia, um local de peregrinação para muitos dos seus fãs.
O seu antigo marido Bah Joe, vive actualmente na capital guineense, assim como o seu genro , o instrumentista Papa Kouyate.
Fonte: Apanews
Edição: Africamania.com.pt |