Autora de um remix do "Pata Pata", famosa canção de Miriam Makeba, Coumba Gawlo Seck disse que ela própria foi "muito marcada" e em "todos os níveis" pela artista, falecida domingo em Itália com a idade de 76 anos.
Miriam Makeba não resistiu à uma crise cardíaca, pouco depois de actuar num concerto contra o racismo e contra o crime organizado em Castel Volturno, nos arredores de Nápoles, em Itália.
O concerto foi organizado em homenagem ao escritor italiano Roberto Saviano, ameaçado de morte pela máfia italiana por causa de "Gomorra", um livro bem sucedido que ele publicou sobre o crime organizado no sul da Itália.
Coumba Gawlo Seck confidenciou que o remix de "Pata Pata" valeu-lhe "muito sucesso" e que foi para ele o momento de uma abertura em mercados internacionais. "Tive a sorte de dar-se com ela e de ter sido adoptada por ela", confidenciou à imprensa.
Da mesma forma, ela disse que beneficiou "muito" dos conselhos da parte de Miriam Makeba, sobretudo nos momentos de duvidas quando ela dava lhe como exemplo a sua carreira atípica feita de exílio e de sofrimento longe da sua terra natal. Segundo ela, isso muitas vezescontribui para dar-lhe força, encorajando-a de não "baixar os braços".
Fonte: Apanews
Edição: Africamania.com.pt |