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Bissau (Guiné-Bissau), 06 de Março de 2009.
O departamento do estado americano exortou quinta feira os militares e os políticos da Guiné-Bissau para que respeitem o Estado de Direito no país e trazer à justiça os responsáveis pelo duplo assassinato do presidente e do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas.
"Pedimos às forças armadas e à todos os partidos políticos a respeitar o Estado de Direito e de trabalhar juntos para construir um futuro próspero e seguro para a Guiné-Bissau", explica o comunicado do Departamento de Estado publicado pela Embaixada dos Estados Unidos de Ámerica em Lisboa, cuja cópia a africamania.com.pt recebeu.
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Apoiamos o presidente interino Raimundo Pereira e incentivaremos o Governo da Guiné-Bissau para trabalhar nas instituições democráticas ", declarou Gordon Duguid, porta-voz do Departamento de Estado.
Após a morte segunda-feira do chefe de Estado João Bernardo (Nino) Vieira, a presidência interina está assumida desde Quarta feira pelo Presidente da Assembleia Nacional, Raimundo Pereira, respeitando assim a Constituição.
Este processo legal de devolução do poder pelo respeito da lei fundamental é considerado como um "êxito" em Washington.
A Guiné-Bissau tornou-se num corredor do tráfico de droga proveniente da América sobre sobre um fundo de rivalidades entre políticos e militares que cristalizam a crise política neste pequeno estado pobre de África Ocidental, mas ricamente dotado de recursos naturais e turísticos.
Os Estados Unidos, através o comunicado, apresenteram também as suas condolências ao povo da Guiné-Bissau na sequência da morte dos dois dirigentes, convidando o governo a levar à justiça os responsáveis por estes actos de violência.
Nino "Vieira, foi assassinado na madrugada de segunda-feira na sequência de um ataque militar contra a sua casa, como uma represália ao atentado à bomba que vitimou o chefe do Estado-Maior das forças Armadas Tagme Na Waie..
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt
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