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GUINÉ BISSAU - FORÇAS ARMADAS - CONSTITUIÇÃO

Raimundo Pereira sacode a responsabilidade na nomeação dos novos chefes de estado das forças armadas

 
 
 

Bissau (Guiné Bissau), 22 de Março de 2009.
 
O presidente interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira declarou sábado que os seus poderes são limitados para promulgar as propostas do governo relativas à nomeação dos novos dirigentes do exército da Guiné-Bissau.

Um presidente interino não tem todos os poderes, afirmou, acrescentando que a Constituição limita os poderes do presidente interino.

"É um presidente que trabalha para um período, principalmente na preparação das eleições",

 
 

acrescentou Raimundo Pereira, antigo presidente da Assembleia Nacional.

O Sr. Pereira chegou à frente do país em circunstâncias dolorosas na sequência dos atentados que custaram a vida ao falecido Presidente João Bernardo Vieira, em retaliação ao assassinato do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o General Tagme tem Waie.

O presidente interino da Guiné-Bissau fez estas declarações sábado no aeroporto de Bissau Osvaldo Vieira, quando acabava de regressar de uma visita de trabalho ao Burkina Faso e à Líbia.

"Devemos respeitar a Constituição, que é o nosso instrumento de trabalho," disse Raimundo Pereira.

O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau, tinha aprovado na semana passada, a nomeação de Zamora inducta como Chefe do Estado-Maior das forças armadas, na sequência da morte do general Tagme Na Waie, no início deste mês.

O Conselho propôs também a nomeação do Coronel António Indjai como Vice-Chefe do Estado-Maior das forças armadas.

A Constituição bissau guineense não dá ao presidente interino o poder de promulgar os nomes propostos pelo governo.

Raimundo Pereira deixou o país segunda-feira para assistir à uma reunião extraordinária da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) no Burkina Faso e na Líbia para uma visita de trabalho em resposta àquela que foi realizada algumas semanas antes em Bissau pelo guia líbio Muammar Kadhafi.

Durante a 13ª sessão da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) em Ouagadougou, um fundo dotado de 152 milhões de euros foi instituido na perspectiva de apoiar, durante os próximos anos, a estabilização económica da Guiné-Bissau.

Fonte: Apanews.

Edição: Africamania.com.pt-



 


 
 

 



 
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