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Bissau (Guiné Bissau) - 02 de Março de 2009
O Governo Português "condenou com veemência" as violências de segunda-feira, que resultaram nas mortes do Presidente da Guiné-Bissau e Chefe de Estado-Maior Geral do Exército e anunciou uma "reunião de urgência "da Comunidade dos Países da Lingua Portuguesa (CPLP), soube-se de fontes oficiais.
"Portugal lamenta profundamente a morte do Presidente Nino Vieira , vitima de um atentado estas últimas horas na Guiné-Bissau", sublinha um comunicado do Governo Português recebido em Bissau.
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Neste comunicado, o Governo Português anunciou a realizaão nas próximas horas, de uma reunião de emergência da CPLP, convocada para discutir os acontecimentos em Guiné-Bissau.
O secretário-geral da CPLP, Domingos Simões Pereira,condenou também o assassinato do Presidente Nino, do mesmo modo que os actos de violência perpetradas desde domingo na Guiné-Bissau e que provocaram a morte do Chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas , o General Tagme Na Waie.
"Eu soube esta manhã, com uma profunda consternação o assassinato do Presidente da República da Guiné-Bissau, Nino Vieira. A CPLP e eu, condenamos firmemente este acto criminoso", declarou o secretário.
O Presidente Nino, de 69 anos de idade, figura emblemática da cena política Bissau Guineense, participou fisicamente, de armas na mão, na luta da libertação do seu país sob a bandeira do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), fundado por Amílcar Cabral, o seu líder histórico.
"É lamentável ver de novo a situação em Guiné-Bissau deteriorar-se", acrescentou o senhor Domingos Simões Pereira, respondendo a uma pergunta relativa ao atentado à bomba que vitimou o chefe de Estado-Maior Forças Armadas da Guiné-Bissau.
O Secretário-Geral da CPLP afirmou igualmente que desde o ataque à residência Presidencial em Novembro passado, o país vive uma "situação difícil", estimando que a Guiné-Bissau continua a viver um "momento de fraqueza" .
Antiga colônia Portuguesa, a Guiné-Bissau vive numa instabilidade institucional e de segurança desde o golpe de Estado contra o mesmo Presidente Nino Vieira em 1999. O país, atormentado por uma série de convulsões socio-políticas tornou-se ao longo dos anos, o epicentro do tráfico de drogas duras em proveniência da América Latina.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt
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