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Bissau (Guiné Bissau), 28 de Março de 2009.
O Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, alertou contra o risco de banalização do assassinato do chefe de Estado da Guiné-Bissau e do seu chefe de Estado Maior das forças armadas, apelando à " maior claridade '' em ambos os casos, para ajudar o país a superar a crise.
"Quando os dois maiores símbolos do poder são mortos em menos de vinte e quatro horas, devemos tirar nisso uma conclusão simple: " algo não vai bem ", |
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declarou Pedro Pires, aos jornalistas na cidade de Praia, a capital, à saida da última reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), debruçando sobre a crise na Guiné-Bissau.
Segundo o presidente cabo-verdiano, " Quando se mata os símbolos como o chefe de estado maior das Forças Armadas, que na minha opinião, dispõe de verdadeiro poder e o chefe de estado que tem um poder simbólico, é porque alguma coisa está mal naquele país e que deveriamos então ter uma visão clara daquilo que não está bem e participar na busca de soluções. "
Pedro Pires assinalou, além disso, que a reunião da CPLP realizada quarta-feira passada na capital de Cabo Verde pode dar uma importante contribuição com vista a criar as condições para uma mudança de clima na crise que prevalece na Guiné-Bissau.
"A mudança está em curso na Guiné-Bissau, e creio que a CPLP vai contribuir significativamente para a criação de condições que vai permitir a concretização desta mudança. Mas é claro, que isso vai necessitar de um esforço financeiro pelo qual deverão contribuir todos os bissau guineenses ", disse ele ainda.
O Presidente de Cabo Verde, também estimou que a CPL pode fazer um excelente trabalho na politíca de mobilização de recursos financeiros, sublinhando que a Comunidade Económica da África Ocidental pode também desempenhar um papel importante neste sentido.
Quando perguntado sobre a possível violação do prazo estabelecido pela Constituição da Guiné-Bissau para a realização das eleições presidenciais antecipadas, Pires afirmou que "a organização das eleições deverá ser a preocupação de todos bissau guineenses e que a procura de um consenso em torno desta questão, e da data das eleições devem prevalecer respeitando a Constituição. "
"Acredito que através as negociações e o diálogo, podemos encontrar a melhor solução", concluiu.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt
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