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Bissau (Guiné-Bissau), 19 de março de 2009.
Doze partidos políticos da Guiné-Bissau, incluindo dois com representação parlamentar, apelaram quarta feira à comunidade internacional de exigir ao governo o "estrito respeito da legalidade em tudo em que se compromete".
De acordo com esses partidos políticos, a proposta de nomeação é uma violação da constituição do país, porque o chefe de estado não tem o poder de promulgar as leis, inclusive aquelas relativas à nomeação dos dirigentes militares.
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O Conselho de Ministros tinha publicado sábado, uma declaração na qual o governo propunha ao Presidente interino da República, o sr. Raimundo Pereira, a nomeação de Antonio Zamora Induta e Indjai como chefe e chefe adjunto das forças armadas, respectivamente.
"Nos termos da Constituição, há limites que devem agora ser negociado no contexto de todas as forças políticas (...) para facilitar a governança", acrescentou o Primeiro-Ministro.
Cedo de manha, o Parlamento da Guiné Bissau aprovava o programa do governo, com 67 votos a favor e 29 abstenções, apresentado na Assembleia National pelo primeiro ministro, o sr. Carlos Gomes Júnior.
"Devemos agora trabalhar para ganhar a confiança das pessoas que votaram a favor do Partido Africano para a Independência da Guiné e do Cabo Verde (PAIGC), nas eleições legislativas do novembro passado", declarou.
A Guiné-Bissau, que viveu desde vários anos numa instabilidade sócio-política pontuada por violência esporádica, se tornou o centro de um importante tráfico de droga proveniente da América Latina.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt |
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