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Maputo (Moçambique), 19 de Março de 2009.
Moçambique anunciou quarta-feira que tinha registado um excedente de 75.000 toneladas métricas de milho pela primeira vez em 29 anos devido à sucessivas secas e inundações em série e uma longa guerra que causaram escassez alimentar no país, soube a africamania, em Maputo.
A ministra delegada da Agricultura, a Sra. Catarina Pajume, confiou à imprensa que o governo está igualmente a ocupar-se de reparar as estradas destruídas durante a guerra, que paralisaram o país durante 17 anos e muitos anos de forte inundação para transportar o excedente para as zonas necessitadas onde 450.000 pessoas estão confrontadas com escassez de alimentos. |
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Temos uma produção de 75.000 toneladas métricas de milho colhidas durante a campanha 2007-2008 e estamos a trabalhar arduamente para reparar as estradas para alimentar muitas pessoas confrontads à uma insegurança alimentar. Nós temos 450.000 pessoas em 48 distritos nas regiões centro e sul de Moçambique que necessitam de alimento ", declarou a Sra. Pajume.
"O excedente de milho foi colhido na região norte do país e os agricultores exportam-no a preços baixos para o Malawi, porque não existem estradas para o escoar para o sul do país. Agora queremos alimentar primeiro as pessoas com fome antes de exportar para os países vizinhos ", explicou.
A maioria das estradas em Moçambique foram abandonados durante a guerra civil e, mais tarde danificados pelas inundações.
"Atingimos as nossas previsões de 1,70 milhões de toneladas durante a temporada 2007-2008 e o nosso consumo anual equivale a essa quantidade suficiente para as nossas necessidades em milho. Iremos usar portanto o excedente para alimentar as zonas confrontadas com a fome ", acrescentou a Sra. Pajume.
Moçambique detêm uma enorme potencialidade agrícola, com cerca de 36 milhões de hectares de terras cultiváveis, das quais apenas 10% são actualmente exploradas.
As terras agrícolas foram devastadas por fortes inundações ocorridas durante as temporadas anteriores, tornando as estradas intransitáveis.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt |
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