“Creio que se poderia ter muito mais mistura entre os jornalistas senegaleses, africanos e franceses durante esta cerimónia”, confiava à africamania, a directora do Centro de estudos das ciências e técnicas de informação (CESTI) da universidade Cheick Anta Diop de Dakar, Dra. Eugénie Rokhaya Aw.
“Como é do hábito, a África serve de decoração para a Europa. Estamos lá sem lá estar. É mais uma discriminação”, acrescentou, Fatim Sy, jornalista de numa rádio da capital senegalesa.
A Directora do CESTI acrescentou igualmente: “Penso que mesmo simbolicamente a nível do prémio, deveria haver um certo numero de nomeações, de reconhecimento do que se faz nos nossos países, do que se faz em África. Porque somos os heróis da informação diária tendo em conta as condições pelas quais estamos”.
Os laureados deste ano são:
Benjamin Barthe, para os seus artigos consagrados à cidade palestiniana de Gaza,
Alexis Monchovet, Stéphane Marchetti, Sébastien Mesquida Codirectores do filme 'Rafah, crónica de 'uma cidade na Faixa de Gaza', difundido nas antenas de France 5.
O júri do Prémio Albert 2008, que recebeu 28 candidaturas para a imprensa escrita e 39 para o audiovisual, foi presidido por Josette Allia, jornalista do "Nouvel Observateur".
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt. |