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Bissau - (Guiné-Bissau) 26 de Junho de 2008.
O Governo da Guiné-Bissau renunciou finalmente à expulsão de estrangeiros ilegais no seu território, segundo afirmou Xerif Nhamadio, deputado na Assembleia Nacional Popular (ANP) e membro da Comissão dos Negocios Estrangeiros do Parlamento.
"O governo renuncia à expulsão de estrangeiros ilegais na Guiné-Bissau. Nossos irmãos da sub-região devem se sentir em casa na Guiné-Bissau ", disse o deputado, argumentando que não há qualquer razão para que os nacionais dos países da sub-região sejam expulsos da Guiné-Bissau .
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Ele também recordou a "lendária hospitalidade" que os povos da sub-região, incluindo Senegal, Guiné, Gâmbia e, em menor grau Portugal concederam aos Bissau Guineenses que fugiram do seu país durante os conflitos armados, em junho de 1998.
O Director-Geral da migração e fronteiras, Lino Léal da Silva, tinha dado até 2 de junho passado o prazo para os estrangeiros ilegais resolverem as suas situações sob pena de serem expulsos para os seus países de origem.
Além disso, declarou que qualquer estrangeiro que pretenda instalar-se na Guiné-Bissau deve daqui por diante, justificar as razões da sua presença neste país.
A Guiné-Bissau conta actualmente com 38.000 estrangeiros, cujos 18.000 em situação irregular, segundo fontes oficiais. Entre eles, os nacionais da Guiné, Senegal, Gâmbia e Mauritânia são os mais numerosos, estimam as mesmas fontes.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt. |
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