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Sharm el-Sheikh (Egito) - 30 de junho de 2008
A 11 ª cimeira ordinária dos chefes de Estado e de Governo da União Africano (UA) abriu segunda-feira de manhã no Centro Internacional de Congressos da estância balnear egípcia de Sharm el-Sheikh na presença de várias organizações internacionais e regionais, bem como representantes de países da Europa, Ásia e América.
A cimeira sobre o tema da água e do saneamento básico, é a primeira hospedada pelo Egito desde a criação em 2002 da União Africana sobre as cinzas da Organização da Unidade Africana (OUA), onde o Cairo acolheu a cimeira por três vezes. |
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O Centro Internacional de Congressos onde são realizadas os diferentes trabalhos da cimeira da União Africano (UA) é uma jóia arquitectónica no âmbito deste paraíso que é o sitiu de Sharm El Sheikh, escolhido pela sua micro-climáticas, os seus vestígios imemoriais e os seus sumptuosos hotéis.
"Esta cimeira abre numa altura em que a África necessita mais do que nunca de paz e da segurança", declarou durante os trabalhos do Conselho Executivo dos Ministros dos Negócios Estrangeiros, o novo presidente da Comissão da UA, o gabonês Jean Ping, cujo está é a primeira participação desde a sua eleição no passado més de janeiro à frente do executivo Panafricano, baseado em Adis Abeba na Etiópia.
Segundo ele, ainda há muitos desafios a superar enquanto que permanecem desafios significativos em vários processos de paz no continente, citando a crise no Darfur, os litígios entre Chade e Sudão, a situação entre a Eritréia e o Djibuti, que constituem "Preocupações".
Além destas dificuldades, existem "progressos notáveis" na promoção da paz e da segurança no continente, sublinhou o presidente da Comissão da UA, referindo neste respeito "a evolução positiva da situação no Burundi, a "calma restaurada" no Quênia e ao "restabelecimento da autoridade" da União de Comores na ilha de Anjouan.
Os progressos alcançados na Costa do Marfim desde o acordo de Ouagadougou, assinado no Djibuti pelos somalianos, são também, na sua opinião, "um sinal de esperança para um regresso à paz."
"Em todas estas situações, disse ele, a Comissão procurou responder com rapidez." O reforço da capacidade e uma oferta de recursos financeiros adequados são as condições para a construção de "uma arquitectura de paz e segurança" para produzir efeitos em termos de prevenção de conflitos e de operações de apoio à reconstrução pós-conflito.
"Uma África em paz com ela própria só pode ser mais forte, mais unida e mais próspera" martelou o Sr. Ping, exortando os Estados a completar a implementação do sistema continental de alerta precoce e da Força Africano.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt. |
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