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Cotonou (Benin) - 6 de Junho de 2008.
A melhor opção para o continente Africano resistir ao aumento dos preços dos cereias é o de combinar as medidas de emergência à expansão sustentável de abastecimento do continente em arroz, disse o Centro de Arroz de África (ADRAO).
Num documento distribuido segunda feira, o ADRAO precisa que as medidas à curto prazo incluem a redução dos direitos alfandegários e dos impostos sobre o arroz importado e pôr em prática mecanismos para evitar a especulação nos mercados do arroz " .
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"Os governos africanos devem tomar cuidado para não prejudicar os incentivos à produção nacional de arroz", acrescenta o documento.
"A médio e longo prazo, irá reduzir o imposto sobre todos os factores importantes de produção, as máquinas agrícolas para reduzir os custos de produção, os equipamentos e as tecnologias pós-colheita", defende o Centro de Arroz, com base em Cotonou, Benin .
"Em 2007, dezenas de milhões de consumidores Africanos eram confrotados à uma grave crise de arroz e as novas variedades de arroz adaptadas às condições africanas permitiram contribuir em 6 % para o crescimento do desempenho do continente", de acordo com o documento.
Ao longo dos últimos cinco anos, as novas variedades de arroz que foram adaptadas às condições pluviais, foram distribuídas e cultivadas em mais de 200 000 hectares na Guiné, Nigéria, Uganda e Costa do Marfim, segundo a mesma fonte do centro de arroz de África.
Cerca de 40 por cento das necessidades de cereais em África são importados assim como "mais de um terço do arroz vendido no mundo. Em 2006, quando os preços eram muito mais baixos, as importações de arroz da região custaram 2 mil milhões de dólares ", precisou a ADRAO.
De acordo com o Centro de arroz para a África, o continente Africano já demonstrou a sua capacidade de aumentar significativamente a produção de arroz.
"De 1985 a 2005, a produção na África Ocidental duplicou, passando de 2,76 milhões de toneladas para 5,75 milhões," remarcou o Director-Geral da ADRAO, o senegalês Pape Abdoulaye Seck, que defende que o futuro da produção de arroz encontram-se em África.
"Este continente tem muito mais potencial do que qualquer outra região do mundo, dado os seus recursos em terra e água. Nossos estudos revelaram que a produção local de arroz irrigado pode ser tão competitiva como na Ásia e muito mais barata do que nos E.U.A ", Declarou.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt. |
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