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Joanesburgo (África do Sul) - 6 de Junho de 2008
O Presidente sul-africano Thabo Mbeki foi pessoalmente pedir desculpas ao seu homólogo nigeriano Umaru Yar'Adua e outros seus pares africanos que participam no Fórum Económico do Cabo pelos recentes ataques xenófobos que fizeram mais de 60 mortos entre os cidadãos estrangeiros que vivem no país.
Estes são as primeiras desculpas públicas apresentadas por Mbeki, criticado tanto fora como dentro pelos ataques xenófobos de que foram vítimas estrangeiros residente em África.
Na semana passada, Mbeki tinha interrompido a sua intervenção numa conferência de informação continental no Cabo, onde ele devia "apresentar as suas desculpas" em nome da África do Sul.
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No seu discurso em directo para a nação, Mbeki condenou os ataques, acrescentando que a África do Sul está envergonhada da situação actual.
Falando à imprensa quarta-feira, o Presidente Thabo Mbeki insistiu que o seu governo é contra a xenofobia.
"Apresentamos as nossas desculpas aos nossos homólogos Africanos sobre estes ataques contra outros africanos que tiveram lugar em algumas partes do nosso país", disse Mbeki.
"Garantimos aos líderes Africanos que, como governo, opusemo-nos ferozmente à qualquer manifestação de xenofobia dentro do nosso povo", prosseguiu, argumentando que o governo se opôs à instalação de Estrangeiros em campos isolados.
Segundo ele, o seu governo está decidido a garantir a segurança de todos, e pretende resolver rapidamente o processo de reintegração das pessoas deslocadas dentro das comunidades de origem, porque se opõe ao conceito de isolar os cidadãos estrangeiros que vivem África do Sul, em campos especiais.
"Felizmente, a maior parte das nossas comunidades indicam que as pessoas com quem viveram durante muito tempo, deverão voltar por meio deste processo de reintegração", observou.
"O governo tomou uma decisão firme de controlar e de pôr fim à situação que constitui um exemplo para outros países, porque este tipo de situação pode ocorrer em qualquer lugar e a qualquer hora", avisou o Presidente sul-Africano.
O que é importante para as autoridades, acrescentou, é manter-se firme e respeitar os princípios que regem as relações sociais e comunitárias.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt. |
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