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GUINÉ BISSAU - POLITICA - ONU - PAZ - ÁFRICA

Uma missão da ONU em visita de avaliação em Guiné-Bissau

 
 
 

Africamania.com.pt - 11 de Abril de 2008.

Bissau (Guiné-Bissau) - A Guiné-Bissau realizou enormes progressos na instauração da paz, da segurança e da estabilidade nacional nestes dois últimos anos, declarou quarta-feira o representante permanente do Brasil nas Nações Unidas, Maria Luisa Viotti, na sequência de uma entrevista com a ministra bissau-guineense dos Negócios estrangeiros, Maria Nobre da Conceção Cabral.

A diplomata brasileira que além disso é presidente da Comissão das Nações Unidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau, efectua desde terça-feira uma visita de trabalho de seis dias em Bissau à cabeça de uma importante delegação da ONU.

 
 

“A Guiné-Bissau realizou enormes progressos durante estes dois últimos anos para a instauração da paz, da segurança e da estabilidade nacional. A comunidade internacional está hoje pronta para o acompanhar neste sentido a fim de contribuir para o processo de consolidação da paz e da estabilidade nacional”, declarou Maria Luisa Viotti.

Os membros da delegação da ONU vão proceder à avaliação da situação socio-económica e política do país em concertação com as autoridades bissau-guineenses.

As discussões levarão nomeadamente sobre a aplicação da reforma do exército, da polícia e da função pública; do saneamento das finanças públicas e da construção de infra-estruturas nos domínios da educação, da saúde, da energia e da juventude, designadamente.

A Guiné-Bissau deverá de seguida proceder à elaboração de um plano estratégico nacional a fim de poder beneficiar de um apoio financeiro da comunidade internacional no âmbito da ajuda aos países em situação de pós-conflito.

A crer certos fontes, o país poderá assim beneficiar de uma doação financeira de 30 para 35 milhões de dólares para a realização dos projectos de desenvolvimento e da reconstrução de infra-estruturas socio-económicas básicas.

Quase dez anos depois o desencadeamento de motins de uma parte do exército, aos 6 de Junho de 1998, contra o regime do presidente Joao Bernardo Nino Vieira, a Guiné-Bissau não chegou de levantar-se desta guerra que pôs de joelhos a sua economia e destruiu as infra-estruturas socio-económicas básicas.

Os homens de negócios consideram, por seu lado, em várias dezenas de milhões de dólares, as perdas sofridas durante este conflito que agravou a situação de pobreza que vivem as populações.

A Comissão para a consolidação da paz na Guiné-Bissau é composta pelos representantes das Nações Unidas e os diplomatas originários do Japão, do Chile, da Nigéria, do Burquina Faso, do Luxemburgo, da República Checa, de Portugal, da Gâmbia, do Brasil e da Angola, designadamente.

Fonte: Apanews.

Edição: Africamania.com.pt

 
 
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