“A Guiné-Bissau realizou enormes progressos durante estes dois últimos anos para a instauração da paz, da segurança e da estabilidade nacional. A comunidade internacional está hoje pronta para o acompanhar neste sentido a fim de contribuir para o processo de consolidação da paz e da estabilidade nacional”, declarou Maria Luisa Viotti.
Os membros da delegação da ONU vão proceder à avaliação da situação socio-económica e política do país em concertação com as autoridades bissau-guineenses.
As discussões levarão nomeadamente sobre a aplicação da reforma do exército, da polícia e da função pública; do saneamento das finanças públicas e da construção de infra-estruturas nos domínios da educação, da saúde, da energia e da juventude, designadamente.
A Guiné-Bissau deverá de seguida proceder à elaboração de um plano estratégico nacional a fim de poder beneficiar de um apoio financeiro da comunidade internacional no âmbito da ajuda aos países em situação de pós-conflito.
A crer certos fontes, o país poderá assim beneficiar de uma doação financeira de 30 para 35 milhões de dólares para a realização dos projectos de desenvolvimento e da reconstrução de infra-estruturas socio-económicas básicas.
Quase dez anos depois o desencadeamento de motins de uma parte do exército, aos 6 de Junho de 1998, contra o regime do presidente Joao Bernardo Nino Vieira, a Guiné-Bissau não chegou de levantar-se desta guerra que pôs de joelhos a sua economia e destruiu as infra-estruturas socio-económicas básicas.
Os homens de negócios consideram, por seu lado, em várias dezenas de milhões de dólares, as perdas sofridas durante este conflito que agravou a situação de pobreza que vivem as populações.
A Comissão para a consolidação da paz na Guiné-Bissau é composta pelos representantes das Nações Unidas e os diplomatas originários do Japão, do Chile, da Nigéria, do Burquina Faso, do Luxemburgo, da República Checa, de Portugal, da Gâmbia, do Brasil e da Angola, designadamente.
Fonte: Apanews.
Edição: Africamania.com.pt |